Essa tal de bolha imobiliária existe mesmo?

imagem ilustrativa de bolha imobiliária

Depois da grande valorização que o setor de imóveis obteve nos últimos anos e com a subsequente crise econômica, muitas pessoas começaram a se perguntar se não haveria em nosso país, tal qual houve nos Estados Unidos, uma bolha imobiliária.

Porém, o tempo foi passando e a realidade parece ser outra. A grande questão é que nem todo mundo entende bem o conceito do termo e sabe realmente o que isso representa. Quer se aprofundar um pouco mais no assunto? Então confira o conteúdo a seguir!

Como é o setor imobiliário no Brasil?

Historicamente, o Brasil possui um setor imobiliário muito robusto. Temos uma alta demanda por moradia e, como a grande maioria das pessoas aqui não possui uma educação financeira formal, é normal que busquem por formas mais simples e seguras para aplicar o seu capital. Dentro desse contexto, investir em imóveis acabou sendo, quase sempre, uma ótima alternativa.

No entanto, nos últimos anos, houve uma valorização de nossas propriedades. Especialmente por causa da estabilidade econômica das últimas décadas, da facilidade do acesso ao crédito e do interesse internacional por conta dos eventos esportivos que ocorreram nas nossas terras, os preços dispararam! Isso fez muita gente desconfiar sobre a possibilidade da temida bolha imobiliária.

Mas, afinal, o que é bolha imobiliária?

Para entender se o Brasil vive ou pode viver uma bolha imobiliária, é preciso compreender o seu conceito.

Qualquer setor do mercado depende de uma lei muito simples para funcionar: oferta e procura. Quando elas estão em equilíbrio, há um balanceamento nos preços, na produção, no crédito e na geração de riquezas de um local.

Entretanto, quando a demanda dispara, pode ocorrer um grande problema. No setor de imóveis, isso ocorre quando há muito crescimento econômico e incentivo ao financiamento, por meio da facilidade da aquisição de crédito nos bancos e financeiras. Então, as pessoas aproveitam o bom momento para buscar propriedades, o que faz aumentarem os preços praticados no mercado em geral.

Se nada refrear esse movimento, e a larga oferta de crédito acompanhar a demanda, pode haver a formação da bolha, caracterizada por um mercado onde há excesso de alavancagem, ou muito financiado, e onde as pessoas não têm, realmente, como pagar seus compromissos, caso algo mude no cenário.

Se após esse movimento houver uma crise de emprego, renda ou até mesmo uma insegurança econômica, ocorre o inverso: o chamado estouro da bolha, que pode ocorrer em qualquer mercado – lembremos do que ocorreu há pouco no mercado de ações das empresas “pontocom”.

No nosso caso em foco, o mercado de imóveis, o estouro da bolha se caracteriza pela constatação de que um grande contingente de pessoas não têm mais como pagar seus financiamentos e por isso, precisam vender seus imóveis o mais rápido possível, por qualquer valor, a fim de livrar-se da dívida, levando todo o mercado a círculo vicioso de vendas a valores cada vez mais vis. Foi mais ou menos o que ocorreu nos Estados Unidos.

Existiu uma bolha imobiliária no Brasil?

O que ocorreu no Brasil foi bem diferente e os especialistas não hesitam em afirmar que não há risco de bolha imobiliária. Apesar de a valorização do setor ter sido muito incisiva, a alta dos preços ocorreu por fatores diferentes, como o interesse estrangeiro por nossas propriedades e a própria adequação dos preços aos custos atuais da construção ou produção de novas unidades.

A crise aumentou a desconfiança, porém, não houve um aumento substancial no número de inadimplentes e nem foi verificada a falência de bancos, instituições financeiras ou grandes construtoras.

As expectativas para o futuro no mercado de imóveis ainda são muito boas! Há a perspectiva do aumento da liberação de crédito e da volta de investimentos externos para o país. Todos os fatores indicam que, certamente, o pior já passou.

E agora, entendeu tudo sobre a bolha imobiliária? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário!

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