6 coisas que você precisa saber sobre financiamento imobiliário

Financiamento imobiliário

Se você quer se livrar do aluguel e viver o sonho da casa própria, essa é a hora. Nos últimos anos, com o fortalecimento e modernização do Sistema Financeiro da Habitação, ficaram ampliadas as oportunidades de obtenção de crédito, o que tornou a aquisição de um imóvel mais fácil do que costumava. Existem várias opções no mercado, mas nesse post vamos te explicar sobre o financiamento imobiliário e te dar umas dicas sobre como tornar esse processo muito mais tranquilo para você. Confira!

1. Como funciona   

Para juntar o dinheiro necessário para a compra de um imóvel à vista, seriam necessários muitos anos de economia e disciplina. O financiamento lhe permite diminuir essa espera. Funciona assim: o banco adianta o pagamento do imóvel à vista e você vai quitando sua dívida com a instituição em prestações.

O banco cobra juros sobre o empréstimo junto com essas prestações, e esse é um arranjo que atende à finalidade da instituição. Mas o financiamento também é vantajoso para o cliente, que pode estender o pagamento por longos períodos de tempo, reduzindo o valor das prestações para que elas se encaixem em seu orçamento.

2. O que é a entrada

Quando você contrata um financiamento, é exigido que você pague um valor mínimo que varia entre 10% e 50% do preço do imóvel à vista, como entrada. Quanto maior for sua entrada, menor será o montante do empréstimo, os juros pagos e, provavelmente, o tempo para quitação da dívida. Então, esforce-se para acumular uma boa soma.

É até mais vantajoso economizar por um tempo e adiar os planos de financiamento até que se tenha uma quantia para abater uma parcela significativa do preço total do imóvel. Você pode juntar esse valor economizando em casa, fazendo algumas horas extras, usando seu décimo terceiro e férias ou seu FGTS.

3. A importância da pesquisa

O financiamento é uma decisão que vai impactar sua vida de diversas maneiras e não pode ser tomada sem cuidado. Comece lendo sobre o assunto e pesquisando taxas de juros e condições de pagamento dos diversos bancos e construtoras que oferecem esse serviço.

Muitos optam por contratar financiamento junto à Caixa, que é a mais famosa instituição financiadora e foi, por muito tempo, quase a única da praça. Mas ela nem sempre é a melhor opção, pois, ainda que em alguns casos cobre juros menores, em razão de outras taxas e seguros obrigatórios, seu financiamento pode apresentar custos totais mais elevados no longo prazo.

É interessante que você entre em contato com agentes bancários ou com o seu corretor de imóveis de confiança e solicite simulações e preaprovações de crédito. Você não precisa ser correntista para contratar um financiamento de um banco!

4. O que é levado em conta na aprovação de crédito

Na preaprovação de crédito o agente irá conferir dados que demonstram se você tem a capacidade de honrar os pagamentos, pois o valor das parcelas não pode exceder 30% do seu orçamento familiar. Você precisa de documento de identidade, CPF, comprovante de estado civil e comprovante de renda. Se o seu nome estiver no SPC/Serasa, você precisará regularizar sua situação antes. Caso você seja rejeitado, não desanime! Guarde mais dinheiro para a entrada e/ou opte por um volume menor de financiamento e tente de novo.

5. As vantagens do Sistema de Amortização Constante (SAC)

O SAC é um dos sistemas de amortização mais utilizados e indicados para empréstimos de longo prazo e o único que prevê a possibilidade de, sob certas circunstâncias econômicas, fazer suas parcelas diminuírem com o passar do tempo. É a opção mais interessante aos devedores, ainda que suas prestações iniciais sejam mais elevadas que em outros sistemas, pois, além de dar maior segurança de adimplemento a longo prazo, apresenta considerável diferença, para menor, do juro total pago.

6. Os custos por trás do financiamento imobiliário

Lembre-se de levar em consideração as demais despesas decorrentes da aquisição de um imóvel, ainda que com financiamento. Você terá de arcar com as taxas do banco cobradas pela avaliação, contratação e abertura de crédito, emolumentos cartorários para os registros da compra e da garantia, além do Imposto sobre a Transmissão de Bens Inter vivos (ITBI), que corresponde, hoje, na cidade de São Paulo, a 3% do valor do negócio ou da tabela de referência do imóvel, o que for maior, ou a 2%, na maior parte do resto do país. Além disso, como proprietário, você agora é responsável pelo pagamento do IPTU, todos os anos. Tais gastos, que passam despercebidos para muitos, podem resultar em uma soma significativa no final das contas!

O financiamento imobiliário é um processo complexo, com muitos detalhes a serem observados. Por isso, se tiver qualquer dúvida nesse momento, não hesite na contratação de um consultor. Eles têm experiência no ramo e podem te ajudar a escolher os melhores negócios e evitar armadilhas e dor de cabeça!

E você, já teve experiências com financiamento imobiliário e quer compartilhar mais alguma informação importante? Quer saber mais alguma coisa sobre o assunto? Então deixe seus comentários!

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